19 de junho de 2024

Confissão de Ronnie Lessa: Assassinato de Marielle em Troca de Loteamento Milionário

Em uma revelação chocante, Ronnie Lessa confessa o assassinato de Marielle Franco em troca de um loteamento clandestino milionário na Zona Oeste do Rio. Ele aponta os mandantes e detalha o plano em um vídeo exclusivo obtido pelo Fantástico.


Detalhes da Confissão

Ronnie Lessa, ex-policial militar e assassino confesso da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, revelou novos detalhes sobre o crime. Segundo Lessa, ele aceitou a proposta de cometer o assassinato em troca de um loteamento clandestino avaliado em milhões de dólares em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio.

O Plano e os Mandantes

Lessa indicou Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e seu irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão, como os mandantes do crime. A proposta envolvia não apenas o pagamento financeiro, mas também uma sociedade no empreendimento criminoso.

“Era muito dinheiro envolvido. Na época, daria mais de 20 milhões de dólares,” afirmou Lessa.

Encontros e Planejamento

Os encontros entre Lessa e os irmãos Brazão teriam ocorrido três vezes. Marielle Franco era vista como um obstáculo ao esquema dos Brazão. No entanto, a Polícia Federal não conseguiu comprovar esses encontros devido à falta de registros.

Acusações e Defesa

A defesa dos Brazão argumenta que não há provas que sustentem a versão de Lessa. Os advogados de Domingos e Chiquinho Brazão afirmam que a delação é uma “desesperada criação mental” de Lessa para obter benefícios.

Envolvimento de Rivaldo Barbosa

Lessa também acusou Rivaldo Barbosa, então chefe da Delegacia de Homicídios do Rio, de estar envolvido no plano e de tentar proteger os mandantes após o crime. Barbosa teria recebido pagamentos para direcionar a investigação.

“Ele já recebeu desde o ano passado, ele vai ter que dar um jeito nisso,” relatou Lessa.

A defesa de Rivaldo Barbosa nega qualquer envolvimento e critica a atuação da PF, alegando que a investigação se baseia apenas nas palavras de um assassino.

Prisão e Consequências

Ronnie Lessa foi preso em março de 2019, um ano após os assassinatos. A arma do crime nunca foi encontrada. O ex-PM Edimilson de Oliveira, o Macalé, comparsa de Lessa, foi assassinado em novembro de 2021.

A confissão de Ronnie Lessa lança luz sobre a complexidade e a brutalidade do assassinato de Marielle Franco. Enquanto as investigações continuam, as revelações apontam para um esquema de corrupção e violência envolvendo figuras proeminentes no Rio de Janeiro.


Essas revelações chocantes destacam a necessidade de transparência e justiça, enquanto o caso continua a ter desdobramentos significativos na esfera política e social do Brasil.

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