15 de junho de 2024

Sudene e BNDES Firmam Parceria para Desenvolvimento Sustentável do Nordeste

A Sudene e o BNDES firmaram um acordo de cooperação técnica para promover o desenvolvimento sustentável do Nordeste. A iniciativa prevê a estruturação de projetos do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), ampliação de crédito para empresas e cooperativas, e ações estratégicas de desenvolvimento territorial.


Acordo Estratégico para o Desenvolvimento Regional

O governo federal anunciou uma nova parceria entre a Sudene e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O acordo de cooperação técnica, firmado nesta quinta-feira (23), visa promover o desenvolvimento sustentável do Nordeste, alinhando estratégias e recursos para potencializar o crescimento da região.

Objetivos do Acordo

O acordo, válido por dois anos, inclui:

  • Estruturação de projetos do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE)
  • Intercâmbio de informações sobre o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE)
  • Compartilhamento de estudos e aplicação de recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação
  • Ampliação de crédito para cooperativas e micro, pequenas e médias empresas
  • Ações de desenvolvimento territorial com impactos positivos em prefeituras e outros órgãos governamentais

Desenvolvimento Territorial e Sustentabilidade

O superintendente da Sudene, Danilo Cabral, destacou a importância da integração de políticas para evitar a sobreposição de iniciativas e o desperdício de recursos. Ele ressaltou que o BNDES tem uma visão semelhante e que essa parceria permitirá identificar oportunidades dentro do PRDNE e da agenda de sustentabilidade.

Reforço no Debate Regional

Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, enfatizou que o banco está retomando seu papel no debate sobre desenvolvimento territorial e industrial. Ela destacou que a construção de uma agenda conjunta com a Sudene acelerará esse debate, beneficiando a região Nordeste.

Potencial da Caatinga

Um dos temas discutidos foi o reposicionamento da caatinga como uma solução para a agenda socioambiental e econômica do país. A Sudene e o BNDES ratificaram a importância do Fundo da Caatinga e a necessidade de mostrar os potenciais deste bioma exclusivamente brasileiro.

Transição Energética

Outro ponto crucial foi a transição energética. Danilo Cabral mencionou a necessidade de repensar o impacto social dos projetos de geração de energia solar e eólica. Ele destacou a importância de incorporar pequenos produtores e melhorar o impacto desses projetos nas comunidades locais.

Diversificação de Recursos do FDNE

O superintendente da Sudene também falou sobre a diversificação da aplicação dos recursos do FDNE. Ele mencionou a busca por alternativas que ampliem o público atendido pelo fundo, potencializando o impacto social dos projetos financiados, além de ampliar a capacidade de financiamento para outras atividades produtivas além da energia.

Nas próximas semanas, a Sudene e o BNDES trabalharão na formatação do plano de trabalho para estruturar as ações previstas no acordo de cooperação técnica.

Com essa parceria, espera-se um avanço significativo no desenvolvimento sustentável e na melhoria da qualidade de vida no Nordeste brasileiro.

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