15 de junho de 2024

Professores em Greve: Governo Lula Enfrenta Rejeição de Proposta Salarial

Professores e técnicos administrativos de universidades e colégios federais rejeitaram a proposta salarial do governo Lula e mantêm a greve iniciada em março. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) considera a proposta insuficiente para compensar as perdas salariais acumuladas. A paralisação afeta mais de 50 universidades e colégios federais em todo o Brasil.


Professores e Técnicos Administrativos Mantêm Greve

Insatisfação com a Proposta do Governo

Os professores e técnicos administrativos de universidades e colégios federais continuam em greve após recusarem a proposta salarial do governo Lula. Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), a oferta apresentada não compensa as perdas salariais dos últimos anos.

Detalhes da Proposta Rejeitada

A proposta do governo incluía diferentes níveis de reajuste salarial, mas deixou de fora um aumento significativo em 2024. José Lopez Feijóo, Secretário de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), mencionou que, considerando o reajuste de 9% concedido em 2023, os aumentos variariam entre 23% e 43%. No entanto, isso não satisfez a categoria.

Demandas e Reivindicações

Reivindicações dos Técnicos Administrativos

Os técnicos administrativos em greve buscam um reajuste de 37% ao longo de três anos, com aumentos começando em 2024.

Reivindicações dos Professores

Os professores, por sua vez, pedem um aumento de 22%, também a partir de 2024. Ambos os grupos rejeitaram a proposta apresentada pelo governo em 19 de abril.

Impacto e Resposta do Governo

Impacto nas Instituições de Ensino

A greve afeta mais de 50 universidades e colégios federais em todo o país. A adesão ao movimento, iniciado por servidores técnico-administrativos em 11 de março, inclui trabalhadores de 50 universidades e quatro institutos.

Resposta do Ministério da Educação

O Ministério da Educação está trabalhando para apresentar uma nova proposta que valorize os servidores da educação e avance nas negociações. A reestruturação das carreiras na área de educação é uma prioridade para o governo, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Adesão e Direitos Sindicais

Adesão ao Movimento

A Andifes, que representa dirigentes de 69 universidades e dois centros de educação tecnológica, reconhece a greve como um direito constitucional dos trabalhadores. As seções sindicais e servidores têm autonomia para decidir sobre a participação no movimento.

Próximos Passos

Diálogo e Negociação

Os sindicatos responsáveis pela paralisação estão em diálogo contínuo com o governo na tentativa de chegar a um acordo satisfatório para ambas as partes. A expectativa é que uma nova proposta seja formulada para atender às demandas salariais dos professores e técnicos administrativos.


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